Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Saudade em pretérito imperfeito

Pensava à toa que fácil seria
Transformar saudade em poesia
Quando me dei conta que tanto doía
Me deitar tão longe do coração que batia

Agora sinto falta do seu 'bom dia'
E do olhar sem cor que com alegria
Me encarava de perto, doce agonia

Então chorei enquanto partia
Mas por dentro dizia:
"Voltar pros seus braços será algum dia
Minha mais certa mania".

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Escapista

Quando o querer se faz vento
Mas nenhuma tempestade lhe traz
Meu respirar desatento
Em sonhos que me deixam em paz

Nas horas tardias do dia
Tudo prometi que faria
Quando então poderei
Provar que de certo farei?

Viver um passado repleto
Viver um futuro incerto
Nunca o presente concreto
Não me alegra o aqui

Pois do passado há memórias
Para o futuro, criamos histórias
O agora vazio de vanglórias
Me mantem ainda longe de ti

Ainda o escapismo perfeito
Não consegue ser tão astuto assim
Retoma e planeja sem defeito
Mas não tira essa urgência de mim.





sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Enfim

Me encontrava descendo a mesma rua
Encontro em mim alguma frase sua
Me traz tão forte alegria
Me faz fazer poesia
Sobre o que é urbano e feio
Mas mesmo naquele meio
Ainda me faz achar beleza
Tudo isso, sua proeza
Como poderia ser prosa
Essa vontade gostosa
Que faz coçar a orelha
E não há o que se assemelha
Ou que me deixe tão vermelha
Quanto você e seus atos?
Que sejamos mais uma vez gratos
Pois o que fora outrora boato,
Parece ter chegado enfim
Faça o que quiser comigo,
Mas não tire isso de mim.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Caber

Às vezes não me cabe na cama
Às vezes não me caibo em mim
Às vezes cabe a você dizer
Que não sou grande o bastante
Pro seu amor me caber.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Tempo

Pingou. Ventou, balançou
Relampeou, o tempo fechou
Trovejou como nunca se escutou
Começou
Molhou
Molhou
Molhou
Você e eu
Choveu
Amor.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Anti-ético

Muito poético
Talvez esquelético
Nada é sintético
Um pouco epilético
Por dentro frenético
Se eu falar mais um pouco
será anti-ético.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Capim dourado

Olhos apertadinhos que não parecem mentir
Se dizem que algo é belo, melhor acreditar
Se pedirem com jeitinho, não é possível negar.
No sorriso, dentinhos infantis
Sardas na pontinha do nariz.
Se mostra fraquinha, mas bem sei que é forte
Veio lá de baixo, aqui tomou seu porte
Uma mente aberta, sempre pensando
No peito, um coraçãozinho batendo e amando
Quem dera eu tivesse essa leveza
Involuntário com toda certeza.
Prometo a mim mesmo: um dia voar
E não voltar.
E nunca voltar.

domingo, 13 de novembro de 2011

Prospector

Ele avista terras distantes
Tripulação que não possui temor
Procurando por diamantes
Cavam na chuva, vento ou calor

Travou guerras em pedras e areia
Salvou os seus, não fugiu da dor
Venceu todas, mesmo que não creia
O plebeu se torna Imperador

Não lhe faltava luxo e dinheiro
Só lhe era escasso o que sempre amou
Em seu Castelo, era um prisioneiro
Não deixara de ser um explorador

Renunciando poder e direito
Tomou a pá e disse em fervor
"Destas jornadas meu prazer é feito!"
Era um eterno Prospector

sábado, 17 de setembro de 2011

Prata dourada

O que  gosto na madrugada
É que como eu, é sozinha e silenciosa
Não saberei o nome da Rosa
Tinta que fere, misteriosa.
Mudança de planos forçada.

Lamentos que não vão embora
Agora, romper da aurora, só piora, a cada hora
Menos certeza, nem é tristeza, mas tenho a destreza
Dessa doença, e que me pertença o que pôde um dia.
Por pura inocência
O que gosto na poesia
É que assim como eu
Ela não pede coerência.

sábado, 27 de agosto de 2011

Quarta

Meio de semana
Mão esquerda rabiscada
Havia uma palavra em alemão
Dois versos singelos de um refrão
Análise química, balanceada
E na cabeça, palavras variadas
Thebas, Tróia, Travesseiro, Tamanho
Teia, Tábua, Até, Estanho.

Meio de semana
Dia meia-boca
Sustos, sonhos, corujas
Livros, vontade, roupas sujas
Preocupações, espera, paciência
Ansiedade, raiva, ausência
Dia frio e amargo no ato
Quarta, dormindo, no quarto.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

domingo, 31 de julho de 2011

Vermelho-Março

Nostalgia contemporânea
Quando outros eram outra coisa
Não volta, mas não precisa
Quem me faz feliz em todas as cores
Pode mudar de cor

Tem gente que precisa mesmo existir
Senão a vida seria cinza, cinza.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Timbre

Estranho
Aguardado
Doce
Leve
Libertador
Subestimado
Vivo
Arrepiante
Derretente
Amado
Infantil
Delicioso
Saudoso
Viciante
Conhecido
De dentro
Pra fora.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Fanho

Ouço uma música.
Me distraio na letra
E de repente, por um segundo
É como se eu não coubesse em mim
Inutilmente, desejo ser a musica que aquela voz fanha parece amar tanto
Ser cantada por ele
Não me admiro daquelas musicas serem vaidosas
Já que são lindas e cantadas docemente por ele
Atravessam seus dentes nada convencionais
Quem dera eu pudesse ser pelo menos uma nota
Aquela contida na ode sobre lindos olhos verdes
É a minha favorita: Sol maior.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Satélite

Esfera minguante de sorriso brilhante
Que vive viajando por toda a Terra
Pare de sorrir inutilmente e me diga
Onde nesse mundo está minha felicidade ambulante
Mas de tão sarcástica que é por me encarar todas as noites
Tenho certeza de que só responderia algo como:
Use um atlas
E voltando a sorrir para os outros
Deixaria no ar essa charada escura como uma noite sem ela: Lua.

Susto

Simplesmente não suporto
Quando aquela voz de dentro
Me pega distraída e grita:
Isso poderia dar certo.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Doçuras de Fevereiro

E em Fevereiro era tudo diferente
Eu tinha um olhar diferente
Eu capturava com uma sutileza
E agia com uma delicadeza
Eu era meio Lewis.
Eu fotografava Lewis, sentia Lewis, lia Lewis.
Eu tinha tanto desse nosso Jack em cada passo.
Mas as xícaras de chá e os livros começaram a crescer demais.
Tive medo que Fevereiro não acabasse.
E agora, sinto falta de devorar Lewis em todos os seus tamanhos.

sábado, 4 de junho de 2011

Elo

E nesse grande Universo
Cheio de motivos errados
Cheio de falsas coincidências
Cheio de segredos nos túmulos
Cheio de papo furado
Fui encontar nesse seu jeito tão belo
O Azul do meu Amarelo.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Hoje cedo

Que surpresa mais bela
Uma borboleta amarela
Pousou na minha janela
Eu disse "oi, amiguinha" a ela
Que acenou e voou singela.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Fique

Pensamentos vêm e vão
  Fluidamente
Ideias vêm e vão
  Infelizmente
Sentimentos vêm e vão
  Rapidamente
Amigos vêm e vão
  Tristemente
Lugares vêm e vão
  Silenciosamente
Você veio e ficou
  Alegremente, em minha mente
Não precisa ir
            Nem ser diferente
Apenas sorridente
         Escrevendo diariamente
 A história da gente.