sábado, 28 de abril de 2012

Expecto Patronum

O mais lindo dos cenários possível. Algum lugar ainda não tocado pelo homem. Estávamos deitados na terra, ou areia, ou grama, ou pedra, ou flutuando na água. Havia um silêncio maior que a vida. Não era preciso palavras para que nos entendêssemos. Não falávamos. Só olhávamos. De perto. É essa a lembrança.
Eu nem sei se ela é real.
Mas é a melhor que eu tenho.

terça-feira, 24 de abril de 2012

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Anti-ético

Muito poético
Talvez esquelético
Nada é sintético
Um pouco epilético
Por dentro frenético
Se eu falar mais um pouco
será anti-ético.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Estiagem

Ontem fui dormir com vaga-lumes no teto. Parecia estar deitada sob o céu. Foi bom para me lembrar de como são as estrelas. Está chovendo a tanto tempo que esses luminosos parecem sentir falta de suas amigas que brilham acima das nuvens.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Casa de Madeira

  E então, quando penso no futuro, idealizo paz. Por mais que mude o cenário e a figura de minha vida, nela sempre imploro por paz. Não aquela alegria exagerada. Isso é tão pouco. Paz é sólida, constante. Posso dizer que sinto isso pela primeira vez esse ano. E quando penso no que sinto, não posso não me lembrar do que canta alguém admirável, em versos brandos que dizem:
  "Quero viver a vida e nunca ser cruel.  Quero viver a vida e ser bom pra você, voar e nunca voltar, e viver minha vida com amigos em volta".
  Ele estava certo o tempo todo. Nós nunca mudamos. Nós nunca aprendemos.
  E acima de tudo, ele estava certo sobre ser mais fácil morar numa casa de madeira.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Capim dourado

Olhos apertadinhos que não parecem mentir
Se dizem que algo é belo, melhor acreditar
Se pedirem com jeitinho, não é possível negar.
No sorriso, dentinhos infantis
Sardas na pontinha do nariz.
Se mostra fraquinha, mas bem sei que é forte
Veio lá de baixo, aqui tomou seu porte
Uma mente aberta, sempre pensando
No peito, um coraçãozinho batendo e amando
Quem dera eu tivesse essa leveza
Involuntário com toda certeza.
Prometo a mim mesmo: um dia voar
E não voltar.
E nunca voltar.

domingo, 13 de novembro de 2011

Prospector

Ele avista terras distantes
Tripulação que não possui temor
Procurando por diamantes
Cavam na chuva, vento ou calor

Travou guerras em pedras e areia
Salvou os seus, não fugiu da dor
Venceu todas, mesmo que não creia
O plebeu se torna Imperador

Não lhe faltava luxo e dinheiro
Só lhe era escasso o que sempre amou
Em seu Castelo, era um prisioneiro
Não deixara de ser um explorador

Renunciando poder e direito
Tomou a pá e disse em fervor
"Destas jornadas meu prazer é feito!"
Era um eterno Prospector