segunda-feira, 8 de julho de 2013

Timey Wimey Wibbly Wobbly Cardiff

   Só eu  tenho a sensação de às vezes viver em uma rachadura do tempo?
   Como quando algo acontece e nos remete ao futuro, mas claramente só o percebo quando esse futuro chega. Às vezes um acontecimento chama sua atenção. Algo que depois te faz ter certeza de que pertencera a um contexto diferente que não pudera imaginar no momento. Ou um sinal. Uma simples ideia que entenderia mais tarde. Ou seria um acontecimento presente remetendo ao passado?
   Penso o avesso do óbvio por ser convicta de viagens em todas as direções em tempo, espaço e conclusão. O que parece divagação, é hipótese. O que parece não fazer sentido agora, está fazendo no futuro, ou passado, mas em algum momento.
   Uns chamam de destino, outros de coincidência. Eu chamo de tempo. Porque esse por ser relativo, é pobremente analisado em linha reta. Quando na verdade é uma esfera saltitante girando pelo universo e tripulada em azul.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Escapista

Quando o querer se faz vento
Mas nenhuma tempestade lhe traz
Meu respirar desatento
Em sonhos que me deixam em paz

Nas horas tardias do dia
Tudo prometi que faria
Quando então poderei
Provar que de certo farei?

Viver um passado repleto
Viver um futuro incerto
Nunca o presente concreto
Não me alegra o aqui

Pois do passado há memórias
Para o futuro, criamos histórias
O agora vazio de vanglórias
Me mantem ainda longe de ti

Ainda o escapismo perfeito
Não consegue ser tão astuto assim
Retoma e planeja sem defeito
Mas não tira essa urgência de mim.





quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Melancolia

    E quantas vezes você pensou que tudo que aconteceu no dia passou como um sonho, e a realidade era o que prevalecia na mente?
    E quantas vezes quis que não fosse real o vazio que vem junto com os troféus?
    Se matando várias vezes por tanto se prezar. Se consumindo no conflito interno entre se adorar e se odiar. Entre ser tudo e não ser nada. Ninguém é nada, se se é tudo.
    Ser o outro, querer o outro, não ter ação, vivendo de lamentos no palco escuro, privado do mundo.
    E quantas vezes isso veio e foi embora de repente?
        Perde-se a libido de querer, após ganhar.
Nos deixando maníacos sem manias, Melancolia.
    Chamando de amor o que para Freud, era uma patologia.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Enfim

Me encontrava descendo a mesma rua
Encontro em mim alguma frase sua
Me traz tão forte alegria
Me faz fazer poesia
Sobre o que é urbano e feio
Mas mesmo naquele meio
Ainda me faz achar beleza
Tudo isso, sua proeza
Como poderia ser prosa
Essa vontade gostosa
Que faz coçar a orelha
E não há o que se assemelha
Ou que me deixe tão vermelha
Quanto você e seus atos?
Que sejamos mais uma vez gratos
Pois o que fora outrora boato,
Parece ter chegado enfim
Faça o que quiser comigo,
Mas não tire isso de mim.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Carta acidental da tarde na BCG

    Vim à biblioteca para escrever poemas, mas só consegui uma carta pra você. Queria rimar nossas coisas, nossas confusões medonhas, nossos risos e nossas polaridades iguais. (opostos se atraem o caramba!).
     Essa pode ser que eu não te envie. Cheguei com o intuito de fazer algo publicável e é o que vou fazer. Carta é muito pessoal (sem falar que minha letra mutante está uma maravilha, pra não dizer o contrário).
     Por outro lado, se te escrever, seja do jeito que for, não for algo pessoal, então não sei mais o que seria. Afinal, é pra você que conto minhas ideias mais insanas e planos mais utópicos porque só você não riria e até os compartilha (que maluco!). Pra você que proponho parcerias musicais imaginárias (e composições que nunca terminam também). Conto minha revolta com tudo que não seja pragmático para o crescimento e evolução do Ser-humano (mas não te cobro entender essa frase ao todo). Conto meus sonhos; Até os sem sentido, como o do Matthew Broderick. Reclamo do calor, das festas, das crianças, dos vizinhos, dos insetos, de quase todos os professores... Falo desde teorias políticas até a cor que meus olhos ficaram dia desses... Acho que me fiz entender.
     Também não consegui rimar (não desisti ainda, na verdade) essa minha vontade de passar poi aí. É absurda! Não precisa ir se emplumando, pois não é só por sua causa. Essa cidade, apesar de jovem, tem uma carga histórica linda (pelo menos pra mim). E pensar que por toda minha vida tive nojo de Brasília por causa da política e tudo mais... Mas posso ignorar essa parte (ou não... Melhor levar tomates). Você chora querendo vir pra cá, mas não deve saber a sorte que tem.
     Pobres leitores do blog, que não sabem como é ter você como amigo melhor amigo ah, depois crio um nome melhor que essas classificações chulas já criadas.
     Acho que é só isso. Não vou me despedir porque não é carta. Nem tem aquelas coisinhas com data lá em cima, olha.
          Até mais tarde.
P.s.1: Perdão por encher-te com carga literária maior que a de um curso de Direito, mas sei que no fundo você gosta.
P.s.2: Se implorar com jeitinho, te envio esse manuscrito
P.s.3: Que preguiça de ir pra casa! Espero que seu deserto não esteja tão quente quanto meu litoral.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Re-nato

O meu brasileiro favorito está morto
E ainda assim me faz ter um pouco de orgulho deste país
Um lugar que cultivou alguém assim merece minha admiração
E se ele nascesse mesmo de novo
Poderia me ouvir dizer
Que amo "a porra do Brasil"
Mas ele ouve.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Caber

Às vezes não me cabe na cama
Às vezes não me caibo em mim
Às vezes cabe a você dizer
Que não sou grande o bastante
Pro seu amor me caber.